domingo, 12 de abril de 2009

LADO OPOSTO


Sem comentários

Mochila nas costas, acendeu um cigarro
Se esquecer o isqueiro, estarei no carro só pra te entregar.
Antes de fechar a porta esqueci de perguntar
Pra onde você vai? Que presente você quer ganhar?
Você me ligou de manha cedo antes de ir trabalhar
Pra falar do dia-a-dia ou pra dizer como está.
E quando atravessa a rua, ninguém segura tua mão
Sorriso no rosto, lágrimas do coração.

Não acredite em nada além do que se vê
Não tente descobrir nada além do que é viver
Acho que a falsidade mundana é resultado da escolha humana.
Ninguém precisa de ninguém, mas todos querem ter alguém.

Todo ao redor tem prazo de validade
Mentiras disfarçadas vestidas de verdade
Se sabe quem eu sou, não veria egoísmo em pensar o que é maior
Teu filho ou teu presente guardado no armário.
E você ligou pra eu te desejar feliz aniversario
Já são 6h da manhã, passou do horário de acordar
E eu não volto mais, não volto atrás
E eu não sei quem sou,
Eu não sei pra onde vou.

NOVO CARNAVAL



Quanto tempo ainda vai levar pro mundo acabar?
Quantas dores ainda vai causar por ser um Zé ninguém
Que fere tanto quem só te quer bem?
A noite comprimida em comprimidos de depressão
Não fatal que leva o ar aos poucos sem razão
Por que o amor faz mal como uma droga que vicia até parar o coração?
Se quem ama sem limites não tem medo dessa solidão.
Ando por ai, sozinha
Ninguém me vê, ninguém me entende
Ninguém mais ouve a velha canção
Meus olhos sempre inchados, pernas tão cansadas de andar na contramão
Quase morri de overdose e de solidão
Hoje só quero sentir a brisa do mar batendo em meu rosto
Sentir um novo gosto diferente de desgosto
Parece um deja vu esse filme de fundo azul.
Tão blue que de azul ficou vermelho
Da vergonha que eu sinto quando me vejo no espelho
Só me olhe e diga que vai passar,
Diga de novo que vai passar.
Abra meus olhos, deixa eu acordar
Me traga de volta a vida que você levou quando me avisou
Que esse ano o carnaval chegou mais tarde
E vai ser melhor do que o que passou
Quando acabar, talvez você entenda que não foi estupidez
Que não foi drama, azar ou pura insensatez
Nem o acaso que não existe, mas insiste em te trazer de volta pra mim.

SOM AOS SANTOS




Não me escreva cartas de amor,
Não me diga quem você é.
Não importa mais quem eu sou,
Não quero saber o quer.

Não me mande espinhos nem flores
Me conte seus problemas e dores.
Me dê a sua mão ou sua vida
Vamos embora encontrar uma saída.

Me deixe só, por um instante quero teu silêncio
Pra lembrar nosso passado não distante
E fazer acontecer tudo diferente.

Não me deixe aqui com essa canção,
Eu vou me perder com medo da solidão.
Me diga as palavras mais cultas, me mostre um caminho
Que eu quero seus beijos e a noite num copo de vinho.

Vejo meu futuro na palma da tua mão.
Os dias escapam por entre meus dedos,
Neles teu anel me indica a direção
E esconde meu pecados, desejos e medos.

Te mandei emails, mensagens,
Mas não diga nada, teus olhos vão me responder.
Rasguei nossas fotos e imagens,
Foi tudo em vão, não consigo te esquecer.