domingo, 24 de maio de 2009
ESTRADA SEM VOLTA
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Quando vai o dia e a noite traz a escuridão
Já não sei o que é descanso
Pensamentos que voam em vão
Andam por ai até chegar ao ponto de partida
Sem derrotas, nem vitórias
Sem caminhos, nem histórias pra contar
Esse teu jeito de não gostar de ninguém machuca tanto quem só te quer bem
Quando você acordar vai perceber que está sob um campo minado
Que para estar em paz consigo mesmo é preciso ter paciência
Pensei ter visto a lua, mas era a luz de um apartamento acesa
Chorei quando me vi chegar ao extremo absurdo
Fim da noite, fim do dia Fim da linha, fim do mundo
Estivemos tão perto e tão longe de casa
Numa estrada sem volta
Fiz da minha sorte minha suprema lei
Já nem lembro as ruas por onde andei
Se tinha espinhos pra me fazer desistir
Ou rosas vermelhas pra eu seguir.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Hagaivê

Velho Desenho

Ainda sente falta do passado
Você que não sabe como explicar
Fala o quer e não sabe ordenar.
Olhando sempre na mesma direção,
Seu discurso nunca terá coesão
Chega mais perto eu não sou de vidro
Não me escondo atrás de um livro.
Eu vejo grandes construções desmoronando
E eu não sou de metal
Eu vejo velhos corpos se decompondo
Comigo será igual.
Se não encontrar bom argumento
Não se defenda com seu próprio sentimento
Ele, às vezes, nos trai.
Como o valor de um velho desenho
Me oferece o amargo e espera o doce que eu não tenho.
Só agora entendo o que ele quis dizer com tempo perdido
É preciso acordar e aprender a andar sozinho.
Você não sabe mais o que eu curto
E a vida é curta pro teu surto de solidão.
O mundo não é gigante, nós somos pequenos demais
Enquanto seguimos adiante, velhas roupas ficam pra trás.
Se quer saber ainda sou como você
E me sinto pelo avesso, mesmo sem endereço
Esperando a sexta chegar
Viajando sem sair do lugar
A onda vem até mim
Molha meus pés e desaparece por fim.
ETC
Entre outras coisas que eu comentei,
Eu te falei de amor.
Entre tantas coisas que eu quis fazer
Muitas foram por ti
Entre palavras perdidas no ar
Tentando te convencer que não é fácil ser alguém
Agora você vai e eu te peço pra voltar
E você acha anormal eu acompanhar teus pés
(mas você sempre esteve aqui entre voltas que o mundo dá)
Entre outras coisas que eu sempre quis
Eu precisei de perdão
Entre outras coisas que te pedi
Eu perdi meu coração
Entre moléculas soltas no mar
Encontrei o teu olhar brilhando com o sal
Eu sei que estás aqui entre discursos e confissões
Porque te vi aqui entre certezas e paixões
(porque ontem estive aqui entre livros e soluções)
Entre tudo que já ouvi, entre tudo que chegou
Entre coisas que calei
Nada foi em vão, nada se foi sem razão
Entre crimes que cometi por um pouco de atenção
E eles nem vão notar que eu te espero no corredor
Pra ver você passar por mim
(pra ouvir você dizer sim)
Entre fogos de artificio
Entre as luzes do edificio
Que eu vi apagar
Entre contas a pagar
Entre cartas que escrevi
Seu nome ainda estampa o jornal