De tudo que eu ganho não comparo o que é maior.
Eu sou maior que tudo que há.
Porque não sou do tamanho do meu tempo útil de vida
Sou maior do que os prédios da avenida.
Ainda não sei o que vou explicar
To preparando o texto pra disfarçar e na hora foge do normal
Não há nenhum problema,
O ser humano é um dilema e todo dia renasce pra si.
Sinto algo estranho
E ninguém vai perceber o que os olhos não conseguem ver.
Sai cedo de casa e se nada acontecer
Eu não sei o que fazer com tantos bancos no corredor
Meu desespero é notável, senta aqui comigo
Deixa o vento levar o que eu digo
Quem me vê só, não sabe da minha dor
Eu preciso estar contigo, to sem paz, sem grana e sem abrigo
E quando chegar o amanhã todos vão aplaudir meu medo
E o tempo vai se arrastar cedo demais
Eu gosto do escuro, eu preciso de ar
Preciso de uma luz pra guiar.
Embaixo dos meus pés há seres estranhos
Que não entendem de classes nem tamanhos
Em frente a meu nariz vive gente infeliz
E não há quem possa ajudar
Quero ir onde o sol não alcança
Inventar uma nova dançar e dançar conforme o ritmo mandar.