sexta-feira, 17 de julho de 2009

O amanhã

De tudo que eu ganho não comparo o que é maior.

Eu sou maior que tudo que há.

Porque não sou do tamanho do meu tempo útil de vida

Sou maior do que os prédios da avenida.

Ainda não sei o que vou explicar

To preparando o texto pra disfarçar e na hora foge do normal

Não há nenhum problema,

O ser humano é um dilema e todo dia renasce pra si.

Sinto algo estranho

E ninguém vai perceber o que os olhos não conseguem ver.

Sai cedo de casa e se nada acontecer

Eu não sei o que fazer com tantos bancos no corredor

Meu desespero é notável, senta aqui comigo

Deixa o vento levar o que eu digo

Quem me vê só, não sabe da minha dor

Eu preciso estar contigo, to sem paz, sem grana e sem abrigo

E quando chegar o amanhã todos vão aplaudir meu medo

E o tempo vai se arrastar cedo demais

Eu gosto do escuro, eu preciso de ar

Preciso de uma luz pra guiar.

Embaixo dos meus pés há seres estranhos

Que não entendem de classes nem tamanhos

Em frente a meu nariz vive gente infeliz

E não há quem possa ajudar

Quero ir onde o sol não alcança

Inventar uma nova dançar e dançar conforme o ritmo mandar.

Horas vagas



Olhando a cidade de cima... pela janela... sob meu ponto de vista.

-------------------------------------------------------------------------------------------------
Cidade adormecida nas horas vagas da madrugada

Observo pela janela, ninguém percebe nada

Olhos atentos procurando num lugar pra descansar

Ondas furiosas agitam o mar

E encontram os corais a beira mar.

O tempo passa lento demais e quase voa quando ouço tua voz

Vento frio que leva o ar que resta do teu ultimo suspiro

Arrasta o cheiro do teu perfume que ficou em mim

Andei só na orla escura, finquei os pés na areia

Sozinha de novo, vou enlouquecer.


Amanhã vou acordar cedo

Pra ver crianças reclamando de incompreensão

Já fui assim e por tantas vezes me sinto como elas

E as pequenas nas esquinas trocando inocência por 1 real

Cada um tem motivos e você só entende o seu.


Precisei tanto do teu perdão

E teu sorriso sem graça foi o sinal minhas tantas insanidades

Não há culpa no amor inexato que recebemos

Mas somos julgados quando o alimentamos

Quanto tempo isso vai durar?

Quantos dias ainda vais me deixar te olhar pela vidraça?

Esquecer estava nas entrelinhas dos meus planos,

Mas é o coração que decide quando a mente insiste em lembrar.