Deixamos de seguir nosso caminho
Por medo de viver o que está por vir.
Erramos a estação do nosso destino
Pensando que o passado vai explodir
E ficamos da janela reconstruindo o que sobrou
Vigiando a luz de vela a coragem que restou
Esperamos a surpresa na esquina
Desejamos mais um dia terminar
Tantas coisas descompassam a alegria
Como as drogas se misturam à energia.
A lâmina no meu punho esquerdo
Contrai e faz parar, do mesmo lado, o coração
Quando o mar já não espera ondas
A lua renasce e reacende a esperança
É difícil esconder o que nos mata
Como relâmpago no breu do céu.
O que importa a origem?
Palavras e espada podem matar
Tanto faz a imagem
Eu e você somos um breve olhar
Grãos de areia em noite de tempestade
Pequeno inseto diante do mundo
Grande criança que não sabem entender
Cegos olhos que não conseguem ler
Ao redor e além, tudo vago e confuso
Misturado à minha atenção, 2ª intenção
A lâmina amiga é a mesma que fere
Só quem sofre a dor demasiada
Encontra a força reluzente na espada
E não se preocupa em saber quantas crateras há na estrada
Sabe que a paz se esconde além do prazer
Quem vai a pé e não tem pressa
Sabe se é hora ou liberdade
Se é lembrança ou verdade
E, ao final, chega a realidade
Preciosa e fugaz,
Como oxigênio no fundo do mar,
Quando a prendemos, ela se vai
Leve com a brisa.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
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