terça-feira, 2 de junho de 2009

ALVO AR


Não quero controlar teus passos
Nem te mudar de lugar
Gosto de te ver todo dia na minha mesa.
O céu escuro com nuvens negras que antecede a tempestade,
Hoje, acorda o dia devagar.
Tua falta adormece meus sentidos,
Tua energia fortalece meu espírito,
Teu abraço aquece meu corpo,
Meu tom emudece com teu solo.
Sempre que me encontrar voando mais alto que os aviões
Me ache estranha, mas não me deixe tão solta,
Não se afaste tanto do meu ponto de vista.
Minha mente ultrapassa limites sem controle.

Ver-te longe como, impossível, diamante,
Distorce meu olhar, insensível, delirante.
És como ópio entorpecente pro meu pensamento
Que insiste em atravessar sozinho o rio,

Como náufrago em alto mar
Perde-se em si por não saber voltar,
Mas não chega ao fim.
Meus lábios vão tremer de frio,
Toda vez que te sentir,
Meus olhos vão fechar, quando eu te beijar,
E meu desejo, deletério, vai esperar por ti.
As bocas que imploram liberdade
Calam num instante sem piedade.
A flecha que atiras contra meu coração
Fere e mata, silenciosamente, sem compaixão.
O choque que retorna a vida
Agora dispara no meu peito
E a chama que consome a vela
Ainda arde entre nós
E me guiará quando seguir teus pés
Por outra noite, enfim.

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