sexta-feira, 17 de julho de 2009

Horas vagas



Olhando a cidade de cima... pela janela... sob meu ponto de vista.

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Cidade adormecida nas horas vagas da madrugada

Observo pela janela, ninguém percebe nada

Olhos atentos procurando num lugar pra descansar

Ondas furiosas agitam o mar

E encontram os corais a beira mar.

O tempo passa lento demais e quase voa quando ouço tua voz

Vento frio que leva o ar que resta do teu ultimo suspiro

Arrasta o cheiro do teu perfume que ficou em mim

Andei só na orla escura, finquei os pés na areia

Sozinha de novo, vou enlouquecer.


Amanhã vou acordar cedo

Pra ver crianças reclamando de incompreensão

Já fui assim e por tantas vezes me sinto como elas

E as pequenas nas esquinas trocando inocência por 1 real

Cada um tem motivos e você só entende o seu.


Precisei tanto do teu perdão

E teu sorriso sem graça foi o sinal minhas tantas insanidades

Não há culpa no amor inexato que recebemos

Mas somos julgados quando o alimentamos

Quanto tempo isso vai durar?

Quantos dias ainda vais me deixar te olhar pela vidraça?

Esquecer estava nas entrelinhas dos meus planos,

Mas é o coração que decide quando a mente insiste em lembrar.

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