
Todos os dias, quando eu acordava com aquela cara amassada, olhava pela janela e observava ele de longe. Ele ia sempre a minha esquerda, dirigindo sua vida numa rapidez extraordinária. Apesar de não ter pressa pra ultrapassar outras pessoas, no fim do dia sempre ganhava a corrida.
Um dia olhei pela janela e chovia. Os pingos de chuva que desciam pelo vidro pareciam as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Chorei um dia inteiro, em qualquer lugar, mas quando eu olhava pro meu lado esquerdo, lá estava minha força pra me sustentar. Ele nem me conhecia, mas eu o admirava por sua persistência e coragem, pela alegria e vontade de viver.
Uma dessas noites, encontrei minha flor de lótus em meio as rosas, com seu sorriso contagiante e ele quis saber quem eu era. A chuva cessou, dando espaço à bela lua. As lágrimas já não percorriam minha face, mas meu ar faltou por causa dos risos alegres que chegaram.
No dia seguinte, não havia solidão, nem medo, nem dor. Olhei pro meu lado esquerdo e não o vi. Fiz questão de me desesperar e olhei para trás, pelo vidro empoeirado, para ver se alguém havia o ultrapassado. Senti que me faltava o ar. Voltei-me para o lado direito e lá estava ele, agora ao meu lado, segurando minha mão e eu senti como se aquele momento fosse eterno no instante em que durou.
Hoje, não o vejo mais, mas lembro da sua imagem a minha esquerda tentando percorrer o mundo com sua inquietação e seus olhos atentos a minha direita esperando um pouco mais da vida. Eu ando nas ruas e muitos olham minhas olheiras, pois sou mais uma desesperada em busca de momentos inexplicáveis porque são nesses momentos únicos e exclusivamente curtos que sustento meus dias para afastar-me da solidão.
Um dia olhei pela janela e chovia. Os pingos de chuva que desciam pelo vidro pareciam as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Chorei um dia inteiro, em qualquer lugar, mas quando eu olhava pro meu lado esquerdo, lá estava minha força pra me sustentar. Ele nem me conhecia, mas eu o admirava por sua persistência e coragem, pela alegria e vontade de viver.
Uma dessas noites, encontrei minha flor de lótus em meio as rosas, com seu sorriso contagiante e ele quis saber quem eu era. A chuva cessou, dando espaço à bela lua. As lágrimas já não percorriam minha face, mas meu ar faltou por causa dos risos alegres que chegaram.
No dia seguinte, não havia solidão, nem medo, nem dor. Olhei pro meu lado esquerdo e não o vi. Fiz questão de me desesperar e olhei para trás, pelo vidro empoeirado, para ver se alguém havia o ultrapassado. Senti que me faltava o ar. Voltei-me para o lado direito e lá estava ele, agora ao meu lado, segurando minha mão e eu senti como se aquele momento fosse eterno no instante em que durou.
Hoje, não o vejo mais, mas lembro da sua imagem a minha esquerda tentando percorrer o mundo com sua inquietação e seus olhos atentos a minha direita esperando um pouco mais da vida. Eu ando nas ruas e muitos olham minhas olheiras, pois sou mais uma desesperada em busca de momentos inexplicáveis porque são nesses momentos únicos e exclusivamente curtos que sustento meus dias para afastar-me da solidão.
Flor de Lótus - simboliza elevação e expansão espiritual.
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